Radiologia Brasileira - Publicação Científica Oficial do Colégio Brasileiro de Radiologia

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Idioma/Language: Português Inglês

Vol. 47 nº 3 - Maio / Jun.  of 2014

EDITORIAL
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Page(s) IX to IX



Gordura visceral e subcutânea

Autho(rs): Henrique Manoel Lederman

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A obesidade é, atualmente, um problema de saúde pública, com prevalência de crescimento exponencial em todos os grupos etários e principalmente em crianças e adolescentes.

O acúmulo de gordura visceral é associado com o aumento do risco cardiovascular, com a síndrome metabólica (hipertensão, dislipidemia, diabetes tipo II) e resistência à insulina. Há melhor correlação do que com o índice de massa corpórea ou a medida da circunferência abdominal. Nos pacientes obesos há dificuldade em se estimar a quantidade das gorduras visceral e subcutânea.

Como métodos para avaliar a gordura visceral podem ser utilizadas a bioimpedância, a ultrassonografia (US), a tomografia computadorizada (TC), a ressonância magnética (RM) e a densitometria com medida da gordura (DEXA).

A TC e a DEXA têm boa sensibilidade e especificidade, mas irradiam o paciente e o custo é maior do que o da US. A RM é ótima, mas com custo também superior à US. A bioimpedância não é do domínio da radiologia e tem interferências, portanto, o método atual de escolha é a US.

Deve ser avaliada também a ecogenicidade hepática, pois a esteatose faz parte da obesidade. A esteatose, quando tratada a causa básica, desaparece ultrassonograficamente em três a quatro semanas.

O valor do exame é correlacionado com os parâmetros clínicos e laboratoriais e no controle evolutivo, na avaliação da perda de peso, da perda da massa muscular.

As medidas pela US deverão ser sempre padronizadas, em regiões semelhantes para a reprodutibilidade e redução de erro. Os médicos treinados no exame conseguem produzir resultados confiáveis e reprodutíveis.

Vários trabalhos na literatura, inclusive nacionais, como o publicado por Sakuno et al.(1) neste número da Radiologia Brasileira, têm demonstrado a acurácia e a reprodutibilidade do método.

A utilização desta avaliação é muita mais de linha acadêmica do que na prática clínica. Na clínica há a avaliação da perda de peso, associada ao aumento de exercícios e a melhora dos exames laboratoriais.


REFERÊNCIA

1. Sakuno T, Tomita LM, Tomita CM, et al. Avaliação ultrassonográfica da gordura visceral e subcutânea em crianças obesas. Radiol Bras. 2014;47:149-53.










1. Professor Titular de Radiologia da Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp), São Paulo, SP, Brasil. E-mail: henrique.lederman@gmail.com
 
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