Radiologia Brasileira - Publicação Científica Oficial do Colégio Brasileiro de Radiologia

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ARTIGOS ORIGINAIS
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Page(s) 385 to 390



Cintilografia pulmonar inalatória na avaliação do tratamento broncoscópico de fístula broncopleural

Autho(rs): Carla Rachel Ono1,a; Miguel Lia Tedde2,b; Paulo Rogerio Scordamaglio3,c; Carlos Alberto Buchpiguel4,d

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Texto em Português English Text

Descritores: Cintilografia/métodos; Traçadores radioativos; Fístula brônquica; Dispositivo para oclusão septal; Pulmão.

Keywords: Radionuclide imaging/methods; Radioactive tracers; Bronchial fistula; Septal occluder device; Lung.

Resumo:
OBJETIVO: Avaliar a cintilografia por inalação-perfusão pulmonar como método alternativo de investigação e acompanhamento em pacientes com fístula broncopleural (FBP).
MATERIAIS E MÉTODOS: Nove pacientes com FBPs foram tratados de forma endoscópica com o uso off label de um oclusor transcateter de defeito do septo interatrial e foram seguidos com cintilografia de inalação-perfusão pulmonar usando tomografia computadorizada por emissão de fóton único com câmera de cintilação de duas cabeças e inalação com 900-1300 MBq (25-35 mCi) de ácido dietilenotriaminopentacético marcado com tecnécio-99m, inserido num nebulizador.
RESULTADOS: Broncoscopia e teste de azul de metileno não foram capazes de detectar dois casos de vazamento residual, detectados apenas por cintilografia por inalação-perfusão pulmonar. Esses resultados foram correlacionados com a evolução desses pacientes que tardiamente apresentaram sinais de vazamento de ar confirmando os achados da cintilografia. Pacientes com resolução completa dos sintomas e com aspecto broncoscópico do fechamento da fístula apresentaram cintilografia negativa completa. Em casos de falha no fechamento da FBP, a cintilografia por inalação-perfusão confirmou a persistência da fuga de ar. Em dois pacientes, a cintilografia foi o único método a mostrar FBP residual, apesar da ausência da fístula por avaliação broncoscópica.
CONCLUSÃO: Neste estudo, a cintilografia de inalação-perfusão pulmonar mostrou ser um instrumento útil para identificar FBP residual e como método alternativo de investigação e seguimento de pacientes com FBPs.

Abstract:
OBJECTIVE: To evaluate the use of pulmonary inhalation-perfusion scintigraphy as an alternative method of investigation and follow-up in patients with bronchopleural fistula (BPF).
MATERIALS AND METHODS: Nine patients with BPFs were treated through the off-label use of a transcatheter atrial septal defect occluder, placed endoscopically, and were followed with pulmonary inhalation-perfusion scintigraphy, involving inhalation, via a nebulizer, of 900-1300 MBq (25-35 mCi) of technetium-99m-labeled diethylenetriaminepentaacetic acid and single-photon emission computed tomography with a dual-head gamma camera.
RESULTS: In two cases, there was a residual air leak that was not identified by bronchoscopy or the methylene blue test but was detected only by pulmonary inhalation-perfusion scintigraphy. Those results correlated with the evolution of the patients, both of whom showed late signs of air leak, which confirmed the scintigraphy findings. In the patients with complete resolution of symptoms and fistula closure seen on bronchoscopy, the scintigraphy was completely negative. In cases of failure to close the BPF, the scintigraphy confirmed the persistence of the air leak. In two patients, scintigraphy was the only method to show residual BPF, the fistula no longer being seen on bronchoscopy.
CONCLUSION: We found pulmonary inhalation-perfusion scintigraphy to be a useful tool for identifying a residual BPF, as well as being an alternative method of investigating BPFs and of monitoring the affected patients.


 
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