Radiologia Brasileira - Publicação Científica Oficial do Colégio Brasileiro de Radiologia

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Idioma/Language: Português Inglês

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ARTIGO ORIGINAL
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Page(s) 217 to 221



Critérios morfológicos do apêndice cecal na tomografia computadorizada e possível risco de desenvolver apendicite aguda

Autho(rs): Amanda Chambi Tames1; Fernando Ide Yamauchi2; Adham do Amaral e Castro3; Caroline Duarte de Mello Amoedo4; Ellison Fernando Cardoso5; Ronaldo Hueb Baroni6; Adriano Tachibana7

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Texto em Português English Text

Descritores: Apendicite; Apêndice; Tomografia computadorizada multidetectores; Medicina de emergência.

Keywords: Appendicitis; Appendix; Multidetector computed tomography; Emergency medicine.

Resumo:
OBJETIVO: Avaliar a correlação de critérios morfológicos do apêndice cecal por tomografia computadorizada (TC) e o risco de apendicite aguda.
MATERIAIS E MÉTODOS: Casos foram definidos como apendicite aguda confirmada cirurgicamente que tiveram pelo menos dois exames de TC: um no diagnóstico de apendicite aguda e outro no mínimo um mês antes. O grupo controle foi definido como pacientes emergenciais com dor abdominal com TC de abdome excluindo apendicite aguda e com TC prévia pelo menos um mês antes.
RESULTADOS: 100 casos e 100 controles foram selecionados. A comparação das variáveis dos casos e controles revelou: diâmetro transverso médio de 0,6 cm (faixa: 0,4–1,0 cm) versus 0,6 (faixa: 0,6–0,8 cm) (p = 0,37); comprimento médio de 6,6 cm (faixa: 3,5–9,7 cm) versus 6,6 cm (faixa: 4,5–8,3 cm) (p = 0,87); ângulo médio de 100º (faixa: 23–178º) versus 86º (faixa: 43–160º) (p = 0,01); orientação descendente em 56% versus 45% (p = 0,2); ausência de gás em 69% versus 77% (p = 0,34) e presença de apendicólito em 17% versus 8% (p = 0,08).
CONCLUSÃO: Fatores obstrutivos hipotéticos do apêndice cecal na TC não foram associados a apendicite aguda. Isso sugere que outros fatores diferentes de obstrução mecânica podem estar implicados na gênese da apendicite aguda.

Abstract:
OBJECTIVE: To evaluate the correlation of morphological criteria of the cecal appendix using computed tomography (CT) and the possible risk of developing acute appendicitis.
MATERIALS AND METHODS: Cases were defined as patients with surgically confirmed acute appendicitis who had undergone CT at least twice: at diagnosis and at least one month prior. Controls were defined as emergency patients with abdominal pain who had undergone abdominal CT that excluded acute appendicitis and had also undergone CT at least one month before.
RESULTS: 100 cases and 100 controls were selected for inclusion in the final analysis. Comparisons between the cases and controls revealed the following: mean transverse diameter of 0.6 cm (range, 0.4–1.0 cm) versus 0.6 cm (range, 0.6–0.8 cm; p = 0.37); mean length of 6.6 cm (range, 3.5–9.7 cm) versus 6.6 cm (range, 4.5–8.3 cm; p = 0.87); mean angle of 100º (range, 23–178º) versus 86º (range, 43–160º; p = 0.01); vertical descending orientation in 56% versus 45% (p = 0.2); absence of gas in 69% versus 77% (p = 0.34); and presence of an appendicolith in 17% versus 8% (p = 0.08).
CONCLUSION: Hypothetical risk factors for obstruction of the vermiform appendix detected on CT were not associated with acute appendicitis. That suggests that factors other than those related to mechanical obstruction are implicated in the pathogenesis of acute appendicitis.


 
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